terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

... Já se foi o tempo em que algum ser viu meus dentes amarelos.
Já se foi o dia.
Já é noite.
Noite de pranto
Choro santo infernal
Esse será meu futuro final.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Me quebrei em mil
Me equilibrava no fio
Joguei-me
Cai.
Me quebrei
Nem senti.

Voltei a ser o que me sentia antigamente: Uma demente. Demente presa.
Estou dormente.
Doente, demente, dormente.
Pararam-me a mente.
Vomito as porcarias que antes tu me deu. Vomito as comidas, as bebidas. Vomito os presentes, os agrados. Vomito os sentimentos, os carinhos, o amor.
Veja
Essas veias da finura de teias
De aranha
Que não arranha, dá o bote
Golpe de sorte.
Veja
Essas veias
Cheias
De sangue
Veja
Essas veias extensas,
Tensas,
Expostas
Em seus postos
À espera da fera.
Veja estas veias sangrando, jorrando.
Nesse momento, veias vazias
Pele fria.
Veja
Essa dona
Hoje não foi seu dia de sorte
Foi o dia de sua morte.

Palhaço listrado.

Borrei minha maquiagem de palhaço
E junto foi caindo gotas mal feitas do meu rosto borrado ,
Pingando o que era antes do diálogo inventado.
Diálogo inventado nessa tua mente doente, falado.
Antes de todo esse lixo verbal ser jogado em cima de mim.
Estou me desfazendo em líquido salgado.
Meu reflexo no espelho está apavorado.
Sou o mestre da alegria alheia, do tipo faça-os rir-ou-morra.
Quem me faz sorrir?
Ninguém me faz sorrir.
Mas tu, só tu, borrou minha maquiagem.
Desfiz.
Fui.
Desfui.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Chuva que não lava a alma
Só traz mais lama pra minha porta
Chuva que não traz calma
Me sinto morta.
Chuva fraca sem importância
O dia todo cinzento
Todo dia
Ninguém na rua
Almas vivas
Gente dormindo
Gente chorando por pura solidão
Gente sem importância.
Afogados em chuva-miséria
Afogados em pouco, em nada. 
Quase nada.

O que você diria se me visse assim
Jogada aos sete ventos
Olhar desatento
O que eu faria se te visse assim
Tão feliz sem mim
Como se não existisse o fim
 Somos separados por um 'in'
Infelizmente