quarta-feira, 8 de março de 2017

O desapego deságua pelos meus olhos
Suo tristeza pelos poros
Meu rosto perdido e louco,
Minha vontade insconstante e pouca
Enche meus olhos.
Des-amor.
Reciprocidade perdida pelo caminho
Esvaiu-se pelos ventos
Espíritos sedentos,
Noites mal dormidas...
 Podes não entender muito bem o que digo
Mas eu te digo: Eu fui perdida
Já não me sinto mais parte da sua vida.
Água
fonte da vida
preciosa finita.

Minha poesia pousa em todo lugar

Maria

Eu, mais uma maria, filha da nação
Servente de capacho pra limpar sapato de patrão
Mente pensante sem a devida valorização
É meus amigos... bem vindos à neoescravidão.
Me disseram que faço parte da grande massa
A preta, pobre e favelada.
Essa massacrada por fuzis de coturnos
Que interrompem o silêncio noturno ao som de balas
Comandadas por ternos e gravatas
Em nome do povo, em prol da massa.
A mesma massa que por eles é dizimada.

Eu, mais uma entre tantas marias
Ainda vida.
Superando estatísticas.
Levo sempre comigo o respeito, inteligência e sabedoria
E na favela, meus amigos, é Deus quem me guia.

domingo, 22 de março de 2015

Autêntica
Excêntrica
Com essa menina  tem que ter bastante paciência
Discurso de ódio é considerado liberdade de expressão
Propagar o preconceito, hoje, é ter opinião
Vejo cada coisa sem noção
Que não tem como acreditar não
Violentar alguém por ser diferente
É apenas pra proteger a população
De aberração
Inferiorizar alguém verbalmente
É apenas discussão
Esse é meu Brasilzão!
Vai se foder
Vai tomar no cu
Vai pra casa do caralho
Filho da desgraça, bebê do Lúcifer,
Filho do Satanás
me deixa em paz
Vai pra porra
Espero que você morra
Maldito do inferno, não quero você por perto.