segunda-feira, 14 de abril de 2014

Será que importa tanto?

sexta-feira, 28 de março de 2014

História, escória, sofrimento, ação do tempo. 
História, miséria, caso sério, alimento, mantimento 
pra quem não tem pagamento. 
Condição
Discriminação
Abolição da escravatura?
Aqui a vida é dura
Favela, algumas casas sem janela
Acabou a luz? Tranca as portas e enxerga à luz de vela
Que aqui não é igual novela
Tem que ficar atento
Se neguim chegar não vai ter argumento. 
É tiro, porrada, facada
É nessa hora que falta camarada. 
Assassinato coletivo. 
Morreu mais um jovem
Filho de mãe pobre 
Que acorda 5:30 da manhã pra pegar o coletivo lotado
Enfrenta trânsito engarrafado
Pra ganhar menos de um salário 
 Não passou no jornal, não querem dar ibope
"Era caso de droga, chamaram o bope
É só mais um negro pobre."

sábado, 8 de março de 2014

Tomei um copo de whisky pra te afogar
Acendi um cigarro pra te apagar
De uma vez
De mim
Pôr um fim
Não foi tão fácil assim.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

é verdade o que me disse outro dia. você se lembra? aquele negócio de que ninguém quer ser amigo de um solitário, sabe? então. as pessoas se assustam, acham estranho essa coisa de ter amigos imaginários quando já alcançou a fase adulta. mas não tenho outra alternativa, é o que me resta. eles se assustam com meus amigos imaginários e meus amigos imaginários se assustam com eles. uma sustança que só!
é muito verdade o que me disse na última ligação, "a solidão faz as pessoas se conhecerem melhor." é... e conhecer os outros também. enquanto estão se divertindo uns com os outros eu observo, observo e observo. só observo e continuo só.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Minha boceta é ideológica

Presta atenção,
Sem palavrão não tem diálogo
Dou meu cu, minha boceta, meu amor pra quem eu bem entender
Me dou pra quem quiser me comer
Me dou pra quem eu quiser.
Presta atenção, meu corpo é inviolável
Não sou puta por me dar
Me doar
Não me importo com seus comentários
A ignorância é lamentável.
E sim, sua oferta é bastante recusável.
Meu corpo não é bagunça
Me desculpe mas minha boceta não é solidária
Eu não estou tão solitária
Pra trepar com otários.



domingo, 16 de fevereiro de 2014

Sou poeta de sofá
Faço poesia com o mar, o ar, o verbo amar
Vejo poesia em todo lugar
Sou poeta e isso não dá pra mudar
Sou poeta de sofá
Faço poesia pra ajudar, pra melhorar, pra encantar
Escrevo pra não ter que falar
E saiba desde já,
Pela arte vou lutar.
Sou poeta, vivo poesia e nem todos vão gostar.
Era linda quando fumava
Que cigarro sortudo, estava em sua boca e de lembrança levava o seu batom
Era linda quando estava brava
Gritava, berrava, se trancava em si
Era linda quando estava magoada
Chorava e enxugava as lágrimas em seu moletom
Era linda quando era ela
Sorria, chorava, falava
Era linda quando estava aqui
Era lindo quando eu sabia que você não iria partir
Ah, que saudade de você, Gabriela!