Não me faça ir onde não quero
Não me force a ser o que espera
Não me faça ficar atada aos nós da indecisão
Não me faça dar satisfação
Não me force a sorrir e dizer sim
Quando quero dizer não
Não me faça sair quando só quero dormir
Não me faça falar quando só quero pensar
Não me faça escutar quando quero ignorar
Não espere que eu seja comum
Não existe comum de um.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Nesse quarto maldito
Da roupa maltrapilha se despe
Desprende seus cachos da cela elástica
Nesse quarto fodido
A sós com sua dor
Deita no leito proibido
Repousando sua cabeça em travesseiro imundo
Repousando sua memória eidética
Descansando esse espírito moribundo.
Nesse quarto fedido
Relembra sua vida lixo
Por um momento desapega-se de tudo.
Desapega-se do mundo.
Da roupa maltrapilha se despe
Desprende seus cachos da cela elástica
Nesse quarto fodido
A sós com sua dor
Deita no leito proibido
Repousando sua cabeça em travesseiro imundo
Repousando sua memória eidética
Descansando esse espírito moribundo.
Nesse quarto fedido
Relembra sua vida lixo
Por um momento desapega-se de tudo.
Desapega-se do mundo.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Veja
Essas veias da finura de teias
De aranha
Que não arranha, dá o bote
Golpe de sorte.
Veja
Essas veias
Cheias
De sangue
Veja
Essas veias extensas,
Tensas,
Expostas
Em seus postos
À espera da fera.
Veja estas veias sangrando, jorrando.
Nesse momento, veias vazias
Pele fria.
Veja
Essa dona
Hoje não foi seu dia de sorte
Foi o dia de sua morte.
Essas veias da finura de teias
De aranha
Que não arranha, dá o bote
Golpe de sorte.
Veja
Essas veias
Cheias
De sangue
Veja
Essas veias extensas,
Tensas,
Expostas
Em seus postos
À espera da fera.
Veja estas veias sangrando, jorrando.
Nesse momento, veias vazias
Pele fria.
Veja
Essa dona
Hoje não foi seu dia de sorte
Foi o dia de sua morte.
Palhaço listrado.
Borrei minha maquiagem de palhaço
E junto foi caindo gotas mal feitas do meu rosto borrado ,
Pingando o que era antes do diálogo inventado.
Diálogo inventado nessa tua mente doente, falado.
Antes de todo esse lixo verbal ser jogado em cima de mim.
Estou me desfazendo em líquido salgado.
Meu reflexo no espelho está apavorado.
Sou o mestre da alegria alheia, do tipo faça-os rir-ou-morra.
Quem me faz sorrir?
Ninguém me faz sorrir.
Mas tu, só tu, borrou minha maquiagem.
Desfiz.
Fui.
Desfui.
E junto foi caindo gotas mal feitas do meu rosto borrado ,
Pingando o que era antes do diálogo inventado.
Diálogo inventado nessa tua mente doente, falado.
Antes de todo esse lixo verbal ser jogado em cima de mim.
Estou me desfazendo em líquido salgado.
Meu reflexo no espelho está apavorado.
Sou o mestre da alegria alheia, do tipo faça-os rir-ou-morra.
Quem me faz sorrir?
Ninguém me faz sorrir.
Mas tu, só tu, borrou minha maquiagem.
Desfiz.
Fui.
Desfui.
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