sábado, 2 de março de 2013

Porque sem você sou apenas um verme
Sem você aqui sou um ser inerme

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Vivo com dores
Vivo sem amores
Vivo cheia
Quase sempre vivo feia
Vivo pelos cantos
Vivo os desencantos
Vivo, oi, tim, claro.
Vivo sem tudo
Vivo com nada
Vivo planejando o futuro
Vivo desperdiçando tempo
Vivo sem créditos, sem bônus, sem promoções.
Sobrevivo com o convívio
Sobrevivo com a vivo.
Vou mudar pra claro
Pra ver se não me sai tão caro.

Não sou poeta
Não sou profeta
Não sou autor
Não sou cantor
Tampouco pastor.
Não sou sincero
Não sou severo
Não sou ingênuo
Nem pense que sou estrênuo.
Não sou malabarista, pianista
Não sou escritor
Não sou pintor
Não sou artista.
Não sou otimista
Mas também não sou pessimista.
O que sou, na real não sou
Quando sou, na real, estou
Estou sendo. Vou sendo
Seguindo
Não sou entendido
Está tudo entendido?


Águas.

Nas águas claras eu vejo minha alma sombria
Nas gotas transparentes vejo a inquietude ambiental, espiritual
Natural.
Nas águas profundas do lago enxergo meu profundo vazio
Nas noites escuras sinto frio.
Olhando esse liquido cristalino
Vivo um paradoxo infernal.
Nas águas caídas do portal divino 
Imagino-me no meu próprio funeral
Estou ficando louca. 

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Vou tirando cochilos no meio dessas conversas sem sentido
Meus olhos se fecham em modo automático
Não consigo mais me fingir de simpático.
Minha boca se abre de minuto em minuto
Bocejos.
Acabou meus gracejos.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Não me faça ir onde não quero
Não me force a ser o que espera
Não me faça ficar atada aos nós da indecisão
Não me faça dar satisfação
Não me force a sorrir e dizer sim
Quando quero dizer não
Não me faça sair quando só quero dormir
Não me faça falar quando só quero pensar
Não me faça escutar quando quero ignorar
Não espere que eu seja comum
Não existe comum de um.
Nesse quarto maldito
Da roupa maltrapilha se despe
Desprende seus cachos da cela elástica
Nesse quarto fodido
A sós com sua dor
Deita no leito proibido
Repousando sua cabeça em travesseiro imundo
Repousando sua memória eidética
Descansando esse espírito moribundo.
Nesse quarto fedido
Relembra sua vida lixo
Por um momento desapega-se de tudo.
Desapega-se do mundo.